7 tipos de peixes que podem ser prejudiciais para a saúde

7 tipos de peixes que podem ser prejudiciais para a saúde

Os peixes e frutos do mar são fonte de proteína magra e gorduras de alta qualidade, como os ácidos graxos ômega 3. Contêm vitaminas e minerais essenciais e ainda são muito gostosos.
7 tipos de peixes que podem ser prejudiciais para a saúde

Fazem bem à pele, ao sistema circulatório, ao cérebro e ao coração, beneficiando o corpo todo. Os peixes encontrados na natureza seriam quase sempre benéficos (com exceção dos venenosos), se não fosse pelo alto nível de poluição do nosso planeta.

Assim, algumas espécies de peixes estão contaminadas com mercúrio, corantes derivados do petróleo, antibióticos e outros compostos nocivos. Saiba mais na lista abaixo.

Peixes que podem oferecer risco à saúde

1. Atum vermelho

Peixe-atum-vermelho

O atum vermelho, assim como todos os peixes e frutos do mar, é uma fonte de nutrientes importantes, incluindo ácidos graxos ômega-3 e vitaminas do complexo B.

Mas o problema são os altos níveis e contaminação dos mares, rios e do meio ambiente em geral com o mercúrio, uma substância química letal para nosso organismo.

As mulheres grávidas geralmente são alertadas a não comer atum durante a gravidez, mas a recomendação se estende a todas as pessoas. Ao consumir atum, analise bem sua procedência. Ainda assim, nos EUA aconselham não consumir mais 170 g de atum vermelho por semana.

2. Peixe panga

Cultivado no rio Mekong, no Vietnã, o peixe panga é onívoro, e come de tudo, inclusive restos de outros peixes e animais mortos.

Nos últimos anos, tem crescido o consumo deste peixe e também surgiu uma onda de boatos de que o peixe panga seria impróprio para o consumo, pois poderia apresentar vermes e porque o rio vietnamita é muito poluído.

A verdade é que qualquer peixe pode apresentar vermes, não apenas o panga. Se o peixe não vier de uma procedência confiável, não tiver sido cozido ou refrigerado até a temperatura ideal para eliminar micro-organismos, há sim, riscos para a saúde.

Mas se a carne do animal foi inspecionada e aprovada pela ANVISA, não há com o que se preocupar.

3. Bagre

Peixe-bagre

O maior risco do bagre é que ele tem espinhos externos que podem causar dor intensa, infecções e até necroses, ou seja, a morte do tecido celular.

O bagre possui alguns “bigodes” ao redor da boca, e três espinhos serrilhados pelo corpo. Os bigodes fazem com que também seja conhecido por peixe-gato.

Se você se machucar num desses espinhos, pode sentir dor forte por até seis horas. Se o ferimento não for tratado, pode infeccionar.

4. Tubarão

O tubarão é tão assustador que não se encontra nas gôndolas dos supermercados, mas em algumas partes do Brasil serve para preparar alguns pratos.

Em Fernando de Noronha, você pode provar sopa de tubarão, bolinhos de tubarão (nos moldes do bolinho de bacalhau) e outros quitutes feitos com o peixe.

Alguns restaurantes do mundo estão servindo pratos à base de tubarão, principalmente por se tratar de um peixe exótico, que chama a atenção. Mas, ao consumir este prato, você pode estar colaborando para a pesca ilegal de tubarões, que está pondo a espécie sob risco de extinção.

Além disso, pode fazer mal para a saúde, pois o tubarão se alimenta de outros peixes menores, que contêm quantidades significativas de mercúrio.

5. Baiacu

O baiacu é conhecido como o alimento mais mortal do mundo, porque contém um veneno chamado tetrodotoxina, que ataca o sistema nervoso, matando o ser humano por asfixia rapidamente.

A substância se concentra, sobretudo, no fígado, ovários e na pele do animal adulto, mas como é muito perigosa, a recomendação é nunca preparar o baiacu em casa, nem em qualquer restaurante que não tenha um profissional especialista no preparo deste peixe.

No Japão, há cozinheiros especializados na preparação do baiacu, conhecido como fugu e apreciado como uma extravagância gastronômica deliciosa.

O veneno permanece ativo mesmo após o cozimento, por isso, o baiacu é realmente perigoso para a saúde, se manuseado de maneira incorreta.

6. Caviar de esturjão

O autêntico caviar do esturjão é extraído dos peixes do Mar Cáspio, no Irã. Atualmente, entretanto, o esturjão corre risco de extinção e a produção está parada. Os produtores estão tentando apenas ajudar na reprodução dos peixes, para que possam se recuperar.

A poluição decorrente do petróleo e das plantações de algodão têm ameaçado a vida dos peixes e comprometido a produção, possivelmente contaminando também o caviar.

7. Salmão criado em cativeiro

Peixe-salmao

O salmão é um peixe delicioso e nutritivo. Tem um tom rosado belíssimo e uma carne amanteigada que dissolve na boca.

Por ter tantos atributos, é muito procurado e, para dar conta da demanda, surgiram viveiros em que esses animais são criados em cativeiro.

O salmão é alimentado com corantes (para ter a carne rosada), antibióticos e outras substâncias químicas provenientes do petróleo, oferecendo grave risco à saúde.

É muito difícil encontrar salmão natural à venda no Brasil. Procure por sua procedência, preferindo os que vêm do Alasca e da Rússia. Os salmões provenientes do Chile, Estados Unidos e Norte da Europa provavelmente são criados em cativeiro.