Os altos e baixos da aspirina - Melhor com saúde

Os altos e baixos da aspirina

Extraída no passado da planta européia Spiraea ulmaria, a aspirina tem mais de cem anos no seu vasto currículo. E, ainda hoje, descobrem-se novos benefícios do medicamento, já produzido de forma totalmente sintética em laboratórios farmacêuticos.

A aspirina, na verdade, puramente ácido acetilsalicílico, traz tantos benefícios à saúde, que superam a sua conduta meramente analgésica.

Proteção aos neurônios

A mais recente descoberta na área aponta o ácido acetilsalicílico como um forte aliado dos neurônios. O consumo diário entre mulheres idosas, todas cardíacas, permitiu melhorar a capacidade mental das pacientes.

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Alzheimer na mira

Estudos apontam uma redução numa doença degenerativa do cérebro, o mal de Alzheimer, ainda sem cura. A ingestão de um comprimido por dia reduziu em 23% o risco da enfermidade entre idosos.

Memória privilegiada

Esse medicamento aponta outra vantagem: diminui a possibilidade de perda de raciocínio e memória entre as pessoas idosas. Algo a considerar.

Combate ao câncer do intestino

Pesquisas apontam o ácido acetilsalicílico como responsável pela redução em 25% da possibilidade de desenvolvimento do câncer no intestino. A utilização deste medicamento diminui o número de pólipos intestinais que é a base da formação de células malignas.

Outros tipos de câncer

A aspirina ativa a eficiência da enzima AMPK em todo o corpo humano. Este tipo de enzima inibe o crescimento de células cancerígenas.

Faz bem também ao coração

O ácido acetilsalicílico aplicado em pessoas infartadas após 24 horas do acontecimento tem o índice de morte pós-infarto reduzido em 23%.

Redução do AVC

Levam vantagem também os pacientes com risco da AVC. O ácido é muito eficiente para reduzir a agregação de plaquetas, que agrupadas, formam coágulos e desencadeiam o AVC. Ao tomar a aspirina, o paciente tem o seu sangue afinado. A aspira provoca também a ampliação do tamanho das veias, artérias e vasos capilares.

Diabéticos pegam uma carona

A diabete, uma doença caracterizada pela pouca produção de insulina pelo pâncreas, o que acarreta o aumento acima do ideal de glicose no sangue, é uma doença que causa sérios danos aos sistemas circulatório e urinário. A aspirina diminui os efeitos colaterais da doença no corpo humano.

Como tomar aspirina

A recomendação é que o paciente mastigue o comprimido e jogue para debaixo da língua, onde a absorção do medicamento é mais rápida. Não é por acaso que o acido acetilsalicílico é recomendado para pacientes com ataques cardíacos. Uma maravilha do seu uso.

Sem prescrição médica NÃO tome

Fazer uso contínuo do medicamento sem prescrição médica, pode tornar a cefaléia (dor de cabeça) passageira, algo crônico.

Além disso, como em todo medicamento, existem as contraindicações e efeitos colaterais, fique atento a eles:

– Esse medicamento pode acarretar doenças gastrointestinais, também podem ocorrer náuseas, vômitos, sangramento, úlcera e pior, perfuração do aparelho digestivo.

Esses efeitos, geralmente tóxicos, surgem quando a concentração do medicamento no sangue é superior a 400 ml/L. Ou seja, seu uso deve ser feito com moderação e orientação médica e não indiscriminadamente.

– É contraindicado em casos de dengue e hemofilia, uma vez que interfere na coagulação sanguínea, assim, uma dengue simples pode se tornar hemorrágica após o uso de AAS.

E também contraindicado em casos de catapora, pacientes com esse quadro que façam uso do medicamento podem desenvolver a Síndrome de Reye, doença com sintomas de gripe que afeta todos os órgãos do corpo, principalmente cérebro e fígado.

Independente do seu caso de saúde, os benefícios médicos do ácido acetilsalicílico não devem empolgar a ponto de se automedicar. Procure sempre orientação médica para consumir este ou qualquer outro medicamento.

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