Por que os cálculos renais se formam? - Melhor com Saúde

Por que os cálculos renais se formam?

Os cálculos renais podem ser hereditários. Para evitar o seu surgimento, recomenda-se beber bastante líquido (de 6 a 8 copos de água por dia) e evitar o álcool e a cafeína.

Os cálculos renais, pedras nos rins ou nefrolitíase, são uma massa dura que se formam graças aos cristais presentes na urina. Muitas vezes, os compostos químicos naturais presentes na urina previnem a formação dos cálculos.

Porém, a doença pode vir a ocorrer, por isso, é necessário conhecer os sintomas, efeitos, causas e possíveis tratamentos para curá-la. Além disso, caso não seja tratada a tempo, pode causar danos irreversíveis e reincidir constantemente.

Por outro lado, é importante saber que existem diferentes tipos de cálculos renais, sendo necessário analisá-los para buscar um tratamento e construir uma vida saudável, a fim de que o problema não volte a acontecer.

Causas da formação dos cálculos renais

Cerca de 5% das mulheres e 10% dos homens sofrem de cálculos renais no Estados Unidos ao longo de suas vidas. Essa doença dolorosa representa uma perda de $2 milhões de dólares por ano e ocorre pela presença de uma quantidade de substâncias específicas na urina.

Dessa maneira, formam-se pequenos cristais que se transformam em cálculos e podem demorar semanas ou meses para adquirir consistência e solidez.

Pessoas que não tomam líquido o suficiente têm mais risco de desenvolver a doença, logo, a probabilidade de que ela ocorra é maior em pessoas que produzem menos de um litro de urina por dia, o que equivale a aproximadamente ¼ de um litro.

Os cálculos podem ser eliminados do corpo sem causar efeitos permanentes, são dolorosos e têm a capacidade de se formarem outras vezes, caso um tratamento não seja estabelecido e seguido.

Assim, caso reincidam muito tempo após o tratamento, podem causar danos no rim e outros efeitos adversos.

O Dr. Glenn Preminger, diretor do Centro Completo do Cálculo Renal de Duke e professor de cirurgia urológica da Universidade de Duke, afirmou que:

“Não há nenhuma dúvida que os cálculos renais estão relacionados à obesidade”. O Dr. também participou como coautor em resultados parecidos de um estudo publicado no Journal of Urology.

Sintomas

 

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É muito comum que, na formação dos cálculos renais, não se apresentem sintomas até que os cálculos desçam pelos condutos chamados ureteres, pelos quais a urina é transportada até a bexiga. Dessa forma, quando os cálculos se formam, eles podem bloquear a área e prejudicar a passagem da urina desde os rins.

Existem diversos sintomas associados à doença. O principal é a dor intestinal que começa esporadicamente de forma repentina e pode desaparecer da mesma forma. Assim, existem duas maneiras de sofrer essa dor. Na primeira, a dor se localiza em um dos lados inferiores das costas ou na área abdominal. Na segunda, a dor tem a possibilidade de se estender aos testículos (dor testicular) ou na região da virilha (dor inguinal).

Outros sintomas são:

  • Vômitos
  • Sangue na urina
  • Náuseas
  • Cor anormal da urina
  • Calafrios
  • Febre 

Efeitos

Dentre os efeitos, há possíveis complicações. Caso o problema não seja tratado, seja ignorado, podem surgir complicações mais sérias devido ao fato de que os cálculos se tornam um obstáculo para o fluxo de urina. Tais complicações vão desde lesões renais a infecções recorrentes a inúmeras outras.

Possíveis complicações:

  • Infecção das vias urinárias
  • Uropatia obstrutiva unilateral aguda e branqueamento do ureter
  • Dano renal e problemas com a cicatrização
  • Reaparição dos cálculos
  • Perda das funções ou diminuição do rim danificado 

Tipos de cálculos

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É preciso considerar que existem diferentes tipos de cálculos, assim, torna-se mais fácil não só identifica-los, como também o tratamento mais adequado:

  • Cálculos de cistina: podem se formar em pessoas com transtornos de cistinúria, que é hereditário e pode atingir tanto aos homens quanto às mulheres.
  • Cálculos de cálcio: esses são mais comuns e os homens com idades entre 20 e 30 anos são mais suscetíveis a apresentá-los. Se formam quando o cálcio é combinado com diferentes substâncias como o fosfato, o carbonato ou o oxalato (substância mais frequente). Esta última substância pode ser encontrada em vários tipos de alimentos como o espinafre ou em suplementos de vitamina C. Além disso, outras doenças do intestino delgado incrementam o surgimento de cálculos de cálcio.
  • Cálculos de ácido úrico: são mais comuns em homens que em mulheres e podem acontecer após quimioterapias ou gota.
  • Cálculos de estruvita: surgem em mulheres que têm infecções urinárias e podem crescer até tamanhos capazes de tornar a bexiga, os rins e os ureteres totalmente incomunicáveis. 

Além disso, outras substâncias podem formar os cálculos, como os medicamentos indinavir, aciclovir e triantereno. 

Tratamento

O tratamento dos cálculos renais podem começar com uma dieta especial. Após o médico averiguar o tipo de cálculo e realizar diferentes exames para determiná-lo, é possível receitar uma dieta específica necessária para diminuir a quantidade de cálculo ou eliminá-los.

Um nutricionista pode sugerir um novo cardápio, mesmo que, em qualquer dieta, seja muito provável a mudança da quantidade de potássio, sal, líquidos, proteínas, oxalato e cálcio consumidos normalmente.

Uma maneira de evitar os cálculos e acabar com eles é beber entre 6 e 8 copos de água por dia, para que o corpo possa produzir uma grande quantidade de urina. Porém, a dor pode ser muito intensa, o que torna o consumo de analgésicos narcóticos necessário.

Além disso, se a dor for insuportável, o paciente precisará ser hospitalizado com a necessidade de ingerir de líquidos através de uma veia (intravenosos).

Junto a isso, o tratamento específico depende do tipo de cálculo formado e os sintomas causados. Caso sejam pequenos, os cálculos tendem a sair sozinhos, caso o corpo os expulse, será preciso coletar a urina para analisar o cálculo e evitar futuros inconvenientes.

Dessa forma, a depender do tipo de cálculo, existem alguns medicamentos que o médico pode receitar a fim de prevenir a formação ou estimular a decomposição diminuindo a concentração das substâncias que estão formando o cálculo. Podem ser os seguintes:

  • Diuréticos (diuréticos tiazídicos)
  • Antibióticos que servem para os cálculos de estruvita (um mineral da classe dos fosfatos)
  • Citrato de sódio e bicarbonato de sódio
  • Alopurinol para tratar os cálculos de ácido úrico
  • Soluções de fosfato 

Se a cirurgia for necessária, o cálculo ou os sintomas devem cumprir as seguintes características:

  • O cálculo tem que ser suficientemente grande, o que inviabiliza que ele saia sozinho
  • O cálculo deve estar obstruindo o fluxo de urina, o que provoca danos renais e infecções
  • O cálculo deve estar em crescimento contínuo
  • A dor deve ser extrema e insuportável.

Contudo, os tratamentos são ótimas opções, pois são menos invasivos. Vários deles não causam complicações sérias:

  • A nefrolitotomia percutânea: é utilizada quando os cálculos são muito grandes e estão perto do rim ou dentro dele. Se isso ocorrer, o cálculo será removido por uma sonda chamada endoscópio, introduzida no rim através de uma pequena incisão cirúrgica.
  • A ureteroscopia: é uma opção de tratamento para quando os cálculos se localizam nas vias urinárias baixas.
  • A litotripsia extracorpórea: nesse tratamento utilizam-se ondas de choque para suprimir os cálculos menores do que meia polegada. Os cálculos devem estar alojados no ureter ou perto do rim para que o método seja eficaz. Dessa maneira, implementando ondas de choque ou ondas sonoras os cálculos são quebrados e posteriormente, facilmente eliminados pela urina.
  • Por outro lado, em algumas circunstâncias a cirurgia aberta ou nefrolitotomia, é necessária. Porém, só é empregada se os outros métodos não puderem ser executados ou não funcionarem. 

Dicas para evitar a formação de cálculos renais

Se você considerar essas dicas específicas, como uma simples mudança em sua alimentação, será possível evitar a formação de cálculos renais. Por outro lado, se você já sofre de cálculos renais, ou já sofreu, é preciso tomar algumas precauções para evitar futuras complicações ou reincidências:

  • Os cálculos renais podem ser hereditários. Além disso, se ocorreram anteriormente, é recomendável tomar líquidos em abundância. Como já mencionado anteriormente, entre 6 a 8 copos de água por dia para que o corpo possa produzir urina o suficiente. Alguns especialistas sugerem o consumo de 12 copos de água por dia.
  • Com respeito aos líquidos que devem ser ingeridos, não esqueça que alguns líquidos têm a capacidade de nos desidratar mais rápido. Por isto, é melhor evitar consumi-los. Por exemplo: bebidas que contenham cafeína ou álcool.
  • É preciso considerar o tipo de cálculo presente para fazer uso do medicamento correto.  Alguns, ao serem consumidos, têm o poder de diminuir certos compostos presentes na urina e que geram os cálculos renais, ou servem para reduzir a disposição que a urina têm para formar os cálculos.
  • É possível realizar mudanças na alimentação para evitar que substâncias ingeridas formem cálculos renais e possam provocar a reincidência deles. Dessa maneira, recomenda-se diminuir o consumo de lácteos, como queijos e leite.
  • Caso você apresente cálculos de oxalato, é preciso diminuir o consumo de bebidas gasosas, amendoim e chocolates.
  • Se os cálculos forem de cistina, é preciso reduzir o consumo de peixes.
  • Para aqueles que sofrem de cálculos úricos, consumir carne, anchovas e frango não é recomendável.