Excelente notícia! Um passo enorme na luta contra o câncer

Excelente notícia! Um passo enorme na luta contra o câncer

Ainda que o estudo esteja em etapas experimentais, no caso de obter resultados positivos, cada paciente receberia um tratamento personalizado, o que poderia representar um antes e um depois na luta contra o câncer.
Luta contra o câncer

A luta contra o câncer é um desafio cotidiano para a ciência e para a humanidade. Hoje, em nosso espaço, ficamos felizes em oferecer estas boas notícias juntamente com um sopro de esperança.

Os cientistas sugerem que acabamos de dar um passo muito importante na luta contra esta doença que, a cada ano, leva a vida de milhares de pessoas e que deixa tantos vazios em diversas famílias.

A notícia foi publicada em locais como o The Guardian, e nos revelou a possibilidade de tratar os tumores desde um ponto de vista genético para oferecer uma atenção individualizada a cada paciente.

No artigo a seguir iremos compartilhar todas as informações.

A luta contra o câncer deu um “pequeno grande passo”

Para entender um pouco melhor este avanço no campo da oncologia, temos que nos deter alguns momentos para entender um pouco melhor como funciona este processo chamado “câncer”.

Câncer

  • Nosso corpo é formado por muitos tipos de células. Cada uma tem uma função concreta e uma vida limitada, ou seja, em seu próprio DNA tem um marcador que lhes obriga a morrer depois de um período de tempo.
  • As células cancerosas, por outro lado, contêm um código que não apenas as impede de morrer, mas também ordena que elas se dividam e se proliferem, alimentadas por um tipo de proteína concreta.
  • Uma característica muito singular das células cancerosas é que elas conseguem fugir do sistema imunológico, são resistentes e nossos próprios anticorpos não conseguem enfrentá-las.

Assim, os pacientes oncológicos precisam de tratamentos mais invasivos e duros, como é o caso da quimioterapia.

Como podemos ver, a chave de todo tumor são estes códigos genéticos que pautam, por um lado, a proliferação das células cancerosas e, por outro, a sua resistência a nosso sistema imunológico.

Vejamos agora quais foram as últimas descobertas neste campo em relação à luta contra o câncer.

A chave está no papel do sistema imunológico

O estudo ao qual iremos nos referir foi realizado na Universidade de Harvard (Estados Unidos) e na University College de Londres, Reino Unido.

  • Através dos experimentos com células cancerígenas associadas ao câncer de pulmão e de pele, os pesquisadores se deram conta de um detalhe essencial: quando um tumor se propaga, em seu código genético já há um marcador com o qual ele se faz resistente ao sistema imunológico.
  • Apesar de que a relação entre a resposta imunológica e o câncer é conhecida há algum tempo, agora entendemos muito melhor este mecanismo com o qual o corpo se vê tão vulnerável diante da proliferação tumoral.
  • Os cientistas falam de “bandeiras”. São como sinais de advertência para que nossas defesas não ajam, marcadores genéticos que o câncer deforma para o seu próprio benefício.
  • Os cientistas se mostram esperançosos por terem descoberto por fim onde estão estes marcadores, estas bandeiras de advertência que impedem que o sistema imunológico aja.

Os tumores, em geral, têm como responsabilidade “semear suas próprias sementes de destruição” enquanto ficam imunes às nossas defesas naturais.

A chave está, portanto, em fazer com que o sistema imunológico reconheça e aja diante destes marcadores presentes em todas as células do tumor para fazer frente às mesmas e combatê-las. Algo maravilhoso, não há dúvida disso.

Imunidade e câncer

Como tratar o câncer com esta técnica

No centro Cancer Research no Reino Unido, financiaram o projeto e obtiveram os mecanismos necessários para começar a fazer os primeiros testes.

Para aplicar estas técnicas, os cientistas nos falam de duas possíveis estratégias. Seriam as seguintes:

  • O primeiro seria, sem dúvida, fazer uma biopsia do tumor para poder assim ler o seu genoma.
  • Graças a isso poderíamos identificar seus marcadores, além das possíveis células imunes que ele possa conter.
  • O seguinte passo seria “reativar estas células imunes” e torná-las mais fortes, e multiplicá-las.
  • A fase a seguir seria a mais interessante. Uma vez multiplicadas as células imunes, elas seriam introduzidas no paciente. Desta forma o próprio organismo fabricaria mais ainda, e seriam células muito especializadas para enfrentar o nosso tipo de tumor específico.

A outra estratégia, segundo os próprios cientistas, seria criar “vacinas contra o câncer”, ou seja, uma vez conhecido o tipo de tumor, criar um fármaco muito especializado com estes anticorpos.

Quando a técnica será colocada em prática?

Seringa

Como já sabemos, os processos médicos na hora de desenvolver novos remédios e tratamentos requerem um tempo específico. Primeiro passa-se por um período a nível experimental e, em seguida, são iniciados os testes mais específicos em humanos.

Charles Swanton, responsável pelo projeto, explica que o primeiro ensaio se fará com pacientes com câncer de pulmão em cerca de 2 a 3 anos.

Estamos falando de medicina personalizada, ou seja, isso irá requerer sem dúvida um alto investimento financeiro por parte das instituições de saúde, mas cada paciente terá um tratamento adequado ao seu tipo de doença.

Os cientistas pensam que será muito eficaz para todos os cânceres associados ao tabaco, ou no caso do câncer de pele. Esperemos então que, em pouco tempo, possamos falar desta doença terrível como uma condição tratável, e não mortal.

A luta contra o câncer é uma batalha que acabaremos vencendo.