O que é a Filariose? - Melhor com saúde

O que é a Filariose?

Essa doença já chegou a afetar mais de 120 milhões de pessoas. A sua origem é parasitária, ou seja, ela ocorre por meio da infestação de vermes denominados “filárias”.

A forma sintomática mais conhecida da doença é a filaríase linfática, popularmente chamada de elefantíase em referência ao inchaço e engrossamento da pele e tecidos subjacentes, que foi a primeira, entre as enfermidades infecciosas transmitidas por insetos, a ser descoberta.

Como a filariose é transmitida?

Essa doença parasitária tem como responsável o parasita denominado Wuchereria Bancrofti, e seu vetor é o mosquito Culex quiquefasciatus. O mosquito infectado inocula o parasita em cada pessoa, através da picada, por conseguinte o parasita passa a percorrer a corrente sanguínea do paciente infectado.

É importantíssimo descobrir a infecção no princípio e buscar um médico, que indicará o tratamento adequado, de acordo com os efeitos causados pelo parasita no organismo.

Este é um problema mais comum em cidades brasileiras tais como Pará, Maranhão, Alagoas, Bahia, Pernambuco e Santa Catarina.

filariose

Processo de infecção.

Tipos de Filariose

Existem 9 nematoides que atingem seres humanos, e eles são divididos em 3 grupos:

Filariose Linfática (vermes ocupam o sistema linfático);
Filariose Subcutânea (ocupam a camada subcutânea da gordura);
Filariose da Cavidade Serosa (ocupam a cavidade serosa do abdômen).

Sintomas

Os sintomas mais comuns, são:

• Febre;
• Dor de cabeça;
• Mal-estar;
• Doenças infecciosas na pele;
• Deformações;
• Presença de gordura na urina, etc.

Em uma fase mais avançada da doença, os pacientes apresentam inflamações dos vasos linfáticos, e como consequência disso há o bloqueio dos vasos e inchaços nos membros.

Por conta desse inchaço exagerado a doença é conhecida popularmente como elefantíase, e ele pode ocorrer da seguinte maneira:

  • Elefantíase nas pernas: ela começa no dorso do pé e costuma chegar até o joelho, mais raramente até o quadril. A pele torna-se fibrosa e enrugada, e lembra a pele de um elefante.
  • Elefantíase do saco escrotal e do pênis: é muito frequente, causa um crescimento extremamente exagerado das partes íntimas.
  • Elefantíase de braços, mamas ou vulva: zonas raramente afetadas, que mudam como no caso de elefantíase nas pernas.
filariose. Armed Forces Pest Management Board

Elefantíase nas pernas.

Diagnóstico

O diagnóstico geralmente é feito pela observação dos sintomas, posteriormente um exame de sangue, análise de fluidos corporais ou parte do tecido infectado podem detectar a presença das larvas do parasita.

Tratamento

O tratamento é feito a base de medicamentos contra o parasita (Ex: dietilcarbamazina) e varia de acordo com o grau ou intensidade da doença. A higienização do local afetado é de extrema importância e por isso deve ser constante.

Em casos em que a doença avance consideravelmente é necessária uma intervenção cirúrgica de reparação da área.

Prevenção

A prevenção deve se iniciar a partir do tratamento de pessoas infectadas para eliminar o parasita do sangue, assim, mosquitos que não contenham o parasita não poderão pega-lo através do sangue infectado e retransmiti-lo.

Nesse caso a OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda que as populações onde incide a doença sejam tratadas em massa, através da administração de uma dose anual da dietilcarbamazina em zonas onde a doença é persistente.

O combate ao inseto transmissor também é importante, além de evitarmos regiões de incidência da doença, e se for necessário correr o risco, utilizarmos repelente constantemente e nos higienizarmos adequadamente.

Por fim, nessas regiões, é importante não acumular água parada em vasos de plantas, caixas d’água, etc.